quarta-feira, 5 de setembro de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Dicas de Leitura: As crônicas de Arthur
As Crônicas de Arthur de Bernard Cornwell é uma trilogia de livros sobre a lenda do Rei Arthur que mistura ficção histórica e mitologia.
Os livros foram publicados na seguinte ordem.
O Rei do Inverno;
O inimigo de Deus;
A Excalibur.
Estou no fim do segundo livro, achei uma ótima opção de leitura tanto para quem gosta de histórias de cavaleiros quanto para quem é fã das histórias do Rei Arthur.
É considerado o trabalho mais notável de Cronwell e o mais complexo sobre o tema arthuriano.
Podemos chamar essa trilogia de fantástica, mágica, incrível? Na verdade faltam adjetivos no dicionário para descreve-la.
Update: 26/07/2012
Oito dias após fazer essa postagem eu terminei de ler a trilogia. Alias, terminei ontem de madrugada e voltei para continuar comentando sobre o livro.
O texto a seguir pode conter revelação sobre o enrendo, portando caso não tenha lido ainda pare por aqui.
É quase impossível segurar a emoção quando Derfel narra a sua infância, quando Arthur surge pela primeira vez em batalha, quando Nimue sofre o abuso e a mutilação, com a morte de tristão e Isolda e de tantos outros...
Tive pena de Nimue muitas vezes, até que essa pena foi se transformando em implicância e no fim do último livro já estava torcendo contra ela. Também comecei a ter certa implicância com Guinevere, que até então era dada por uma rainha bondosa em todos os livros. O mesmo aconteceu com Lancelot, que era um cavalheiro que eu admirava. Porem, quando mais avançava na leitura mais meu desprezo ia aumentando por Lancelot, Guinevere, Nimue e Mordred.
Guinevere mostrou-se uma pessoa traidora fútil. Lancelot um covarde e Nimue uma pessoa transtornada e má. Contudo, a redenção de Guinevere me fez ver porque desde criança ela sempre foi a "minha rainha", pela sua coragem e esperteza durante a batalha, e mesmo da sua maneira ela sempre amou Arthur. E realmente acho que ela mereceu o perdão que dele recebeu...
Enquanto isso, a admiração pelo amor de Derfel e Ceinwyn aumentava. Sua devoção e fidelidade para com a mulher amada. Sofri junto com eles com a morte da Pequena Dian, depois com a morte de Seren, mas o ponto forte da história foi quando ele perdeu a mão para salva-la.
Merlim se mostrou um Druida astuto, o autor nos deixa essa opção em seus livros. Podemos escolher se queremos acreditar na magia ou na astucia dos druidas. Morgana, a imagem da mulher forte que apenas queria ser amada e ter uma companhia. Senti grande afeição por ela em todos os livros. Agora, o Bispo Sansum foi aquele personagem que você fica torcendo para não ter um final feliz, o que infelizmente não acontece.
O desprezível Mordred, na minha opinião viveu mais do que deveria. Não soube governar, alias nem era capaz de pensar por sí próprio, e a partir dele ocorreu a queda da Bretanha.
Infelizmente as coisas boas acabam logo, e foi com esse pensamento e com lágrimas nos olhos que encerrei essas leituras. Não gostaria que os livros tivessem seus fins, seria capaz de passar a vida lendo a continuação dessas histórias. Alias, acredito que Gaalad, Arthur, Guinevere e todos os outros que estavam naquela embarcação vivessem muito tempo. O Autor foi feliz nesse parte, nos remetendo a lenda que Arthur ainda dorme em Avalon...
E para encerrar esse nostálgico texto, ficamos com as últimas frases, da última página, do livro último livro: A Excalibur.
"É provável que Artur nunca tenha sido rei, pode até nem ter existido, mas apesar de todos os esforços dos historiadores para negarem a sua existência ele continua a ser, para milhões de pessoas de todo o mundo, aquilo que um copista lhe chamou no século XIV: Arturus Rex Quondam, Rexque Futurus Artur, o nosso Rei de Outrora e do Futuro."
Até a próxima.
Tânia
sexta-feira, 22 de junho de 2012
I Simpósio Internacional de Psicologia do Trabalho: Os saberes e o poder de agir.
Ontem dia 21/06/2012 participei do I Simpósio internacional de psicologia do trabalho: Os saberes e o poder de agir. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie. No qual houve uma conferência com o Profº Dr. Yves Clot - psicólogo do trabalho e pesquisador do
Conservatoire National des Arts et Métiers de Paris. Seguida por uma rodada de perguntas da platéia e por fim houve uma mesa redonda com Profº Dr. Odair Furtado
- professor
associado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Programa de
Estudos Pós-Graduado em Psicologia Social.
Profª Dra. Maria Inês
Assumpção Fernandes -professora no Instituto de Psicologia da USP, atuando na graduação
e na pós-graduação. Coordena o LAPSO Laboratório de
Estudos em Psicanálise e Psicologia Social Coordenação: Prof. Dr. Cleverson Pereira de Almeida – CCBS – Universidade Presbiteriana Mackenzie.
O evento foi muito bom e esclarecedor, mas aqui irei sublinhar a conferência dada pelo Profº Yves Clot. Ele salientou sobre a Psicopatologia no trabalho, causa para mim até então desconhecida e que consiste em estudar os sofrimentos e as formas de defesas dos trabalhadores, frente a uma organização de trabalho imposta pelas empresas, bem como as consequências de tal situação para os trabalhadores, empresa e à sociedade.
O profº utilizou como exemplo os sucídios que acontecerem em uma empresa na frança na década de 2000, e em um desses exemplos ele citou um trabalhador que disse a seguinte frase: "Hoje eu consegui vender uma rede de internet para alguém que não tinha computador", e salientou que o sorriso que esse sujeito emitiu após dizer essas palavras era um sorriso amarelo, de vergonha, de quem não se orgulhava do que fazia.
Isso vem acontecendo com muitos trabalhadores em todo o mundo, trabalhadores que não sentem feliz dentro da empresa, que não sentem a sua utilidade na mesma, pois fazem um trabalho que não lhe traz um bom retorno e nem para a sociedade.
Outro exemplo foi de um bom ator, que não conseguindo trabalhar no teatro aventurou-se em uma empresa, deixando seu brilho artístico de lado para dedicar-se a algo que não lhe fazia feliz, trabalho repetitivo.
Em ambos os exemplos, os funcionários sentiam-se supérfluos, não conseguem ver o seu serviço como algo publico, pois precisam vender qualquer coisa a qualquer custo sem nenhuma preparação.
O estresse no trabalho vem se tornando uma doença comum na correria do dia a dia, principalmente nas grandes metrópoles e cabe ao psicólogos juntamente com as empresas procurar uma solução para esse problema.
Por fim, a conferência foi super válida nos agregou conhecimento e despertou-nos a vontade de pesquisar acerca do tema.
Até a próxima.
Tânia
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Análise do livro "Noite na Taverna" (Álvares de Azevedo) a luz dos Principios Psicológicos Básicos
Esse post trata-se de um trabalho por mim entregue na Universidade que teve como objetivo analisar a obra de Álvares de Azevedo a luz dos Principios Psicológicos Básicos: Sensação, Percepção, Estados de Consciencia, Memória, Pensamento e Liguagem, Inteligência, Motivação e Emoção.
INTRODUÇÃO
O texto lido para a
elaboração da Analise, foi o livro Noite na Taverna do autor Álvares de
Azevedo. O enredo se passa com um grupo de jovens numa taverna. Reunidos, eles
contam historias por assuntos diversos, mas com um elo comum: todas são
trágicas, impregnadas de vícios e crimes hediondos. Todos os casos são
repassados de amor pervertido, cujos pares se envolvem em relações delirantes,
absurdas, pouco comuns.
CARACTERIZAÇÃO DOS PERSONAGENS
Solfieri:
Um jovem Boêmio e alcoólatra.
A mulher amada de
Solfieri: Sofria de catalepsia e depressão.
Bertram:
Alcoólatra, boêmio e cheio de vícios.
Ângela:
Agressiva e Voraz.
A
mulher do comandante: Triste e carente.
Comandante:
Brutal.
Gennaro:
Melancólico.
Godofredo:
Vingativo e impulsivo.
Laura:
Pura e sem Malicia.
Claudius:
Adultero, gostava de orgias.
Eleonora:
Pura.
Johann:
Boêmio, obsessivo e nervoso.
Arthur
ou Arnold: Apaixonado por Geórgia.
Geórgia:
Pura e inocente, corrompida durante a história.
O
irmão de Geórgia: Protetor.
ANÁLISE A LUZ DOS CONCEITOS
PROGRAMÁTICOS
O livro Noite na Taverna do escritor
brasileiro Álvares de Azevedo publicado no ano de 1855 é composto por uma
narrativa trágica e cheia de fantasias.
A obra desperta no leitor a sensação
subliminar, pois o mesmo associa cenas negativas que são descritas fielmente,
um exemplo disso é a descrição de práticas satanistas e assassinato. A dor tanto
física quanto psicologia é evidente durante toda a obra principalmente quando
se tratam de violentação, estupro, assassinato e incesto, criando no leitor uma
predisposição perceptiva que influencia bastante o que percebemos durante a
leitura. Imaginamos e acreditamos na veracidade do que nos é contado.
O livro é marcado pelos devaneios do
autor que mistura fatos inumanos e anormais, perversões e fantasias sexuais.
Estados alterados de consciência pelo uso de álcool e nicotina. Em todas as histórias narradas, os homens na
taverna estão embriagados, e contam como cometerem os crimes mais hediondos e
as suas “experiências de quase morte” e como escaparam da mesma. Distúrbios do
sono como a catalepsia, doenças como e depressão e perversões sexuais também
estão presentes nessa historia.
As histórias contadas passam pelo
processamento de informação e são recuperados da memória de longo prazo. Dentre
elas, a memória de abuso, que é reprimida para no final da história ao ser
recuperada.
Todos os personagens são motivados
pelos instintos mais primitivos e básicos do ser humanos. A esposa adúltera que
junto com o amante se alimenta da carne do esposo por eles assassinado,
compensando assim a fome. A motivação sexual pervertida advinda de estímulos
externos e também de estímulos da imaginação. Evidência do começo ao fim os
distúrbios sexuais tais como: Violentação, incesto e necrofilia.
Os personagens expressam a emoção
através da raiva e do medo. A personagem Geórgia, que foi desonrada pelo irmão,
tornou-se prostituta e o assassinou ao ser questionado pelo amado se poderiam
ficar juntos, ela responde que é muito tarde. Notamos que As emoções negativas
interferiram na satisfação da moça que se deixou levar pela excitação que a
raiva provoca.
Portanto, essa obra transmite grande
parte dos Princípios Psicológicos Básicos vistos na disciplina. Com exemplos
completos de como as alterações desses princípios podem influir de forma
negativa e perigosa no comportamento humano.
CONCLUSÃO
Apesar do livro ter
sido escrito no ano de 1855 e da pouca informação que se tinha sobre os
Processos psicológicos básicos. O mesmo continua atual nesse quesito, seu foco
principal são perversidades que o ser humano pode cometer quando esta com o
estado de consciência alterado por uso e álcool. Ou como é capaz de agir quando
sente fome, raiva e medo. Contudo é escrito em tom bastante emotivo.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
AZEVEDO, Álvares de. Noite na taverna Macário: texto
integral. São Paulo: Martin Claret, 2008. 133p.
|
MYERS, David G. Psicologia. 7 ed. Rio de Janeiro: LTC,
2006. 667 p.
MINAYU, Maria C. de S. NETO, Otávio C. “Extermination
of Humans: Violation and Vulgarization of Life”. Scielo.org.
Scientific Library Online. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v10s1/v10supl1a15.pdf.
Acesso em 16/05/2012.
Até a próxima.
Tânia
terça-feira, 5 de junho de 2012
DSM V e as polêmicas.
Andei lendo por ai que o novo DSM V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), ao que parece estão querendo "Patologizar" tudo, visto que rola muito dinheiro com os "royalties" e todo mundo quer garantir o seu.
Ao transformar qualquer característica humana em doença aumenta muito os lucros de farmaceutícos, laboratório, planos, de saúde, psiquiatras, psicólogos e por ai vai. Sabemos que o dinheiro é quem manda nesse mundo, mas será mesmo válido por em riscos tantas vidas em prol de beneficio próprio? Afinal de contas ao considerar o Transtorno Bipolar de humor em crianças aumentou em 40% o diagnóstico,, contudo não se sabe o risco que o uso de antipsicóticos podem trazer ao cérebro em desenvolvimento e que podem levar à obesidade e diabetes.
Outra coisa absurda é a Síndrome de Risco à Psicose, ficou evidente que apenas 1 quarto dos pacientes realmente desenvolveram psicose, porém pode-se lucrar muito com medicamentos criados para esse "risco".
O psiquiatra Allen Frances que participou da elaboração do DSM IV vem fazendo fortes criticas ao novo DSM. Ele ainda cita que em 2007, Joseph Biederman, um psiquiatra de Harvard que era a favor do diagnóstico de Transtorno Bipolar Infantil não quiz revelar o quanto recebe da Johnson & Johnson, fabricante do medicamento risperdal (risperidona).
A APA respondeu essas criticas dizendo que Allan tem muito orgulho da IV edição, que com a mudança ele deixará de receber os "royalties" pela mesma.
Bom, como disse acima há muito dinheiro envolvido nisso. Enquanto eles lucram milhões e criam muitos dependentes de medicamentos, nós apenas lamentamos.
E do jeito que está o DSM VI vai considerar até Chulé e calos nos pés como um transtorno. "Transtorno dos pés calejados e fedorentos."
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| Do blog: Psicologia dos Psicólogos |
Até a Próxima.
Tânia.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
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