Ontem dia 21/06/2012 participei do I Simpósio internacional de psicologia do trabalho: Os saberes e o poder de agir. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie. No qual houve uma conferência com o Profº Dr. Yves Clot - psicólogo do trabalho e pesquisador do
Conservatoire National des Arts et Métiers de Paris. Seguida por uma rodada de perguntas da platéia e por fim houve uma mesa redonda com Profº Dr. Odair Furtado
- professor
associado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Programa de
Estudos Pós-Graduado em Psicologia Social.
Profª Dra. Maria Inês
Assumpção Fernandes -professora no Instituto de Psicologia da USP, atuando na graduação
e na pós-graduação. Coordena o LAPSO Laboratório de
Estudos em Psicanálise e Psicologia Social Coordenação: Prof. Dr. Cleverson Pereira de Almeida – CCBS – Universidade Presbiteriana Mackenzie.
O evento foi muito bom e esclarecedor, mas aqui irei sublinhar a conferência dada pelo Profº Yves Clot. Ele salientou sobre a Psicopatologia no trabalho, causa para mim até então desconhecida e que consiste em estudar os sofrimentos e as formas de defesas dos trabalhadores, frente a uma organização de trabalho imposta pelas empresas, bem como as consequências de tal situação para os trabalhadores, empresa e à sociedade.
O profº utilizou como exemplo os sucídios que acontecerem em uma empresa na frança na década de 2000, e em um desses exemplos ele citou um trabalhador que disse a seguinte frase: "Hoje eu consegui vender uma rede de internet para alguém que não tinha computador", e salientou que o sorriso que esse sujeito emitiu após dizer essas palavras era um sorriso amarelo, de vergonha, de quem não se orgulhava do que fazia.
Isso vem acontecendo com muitos trabalhadores em todo o mundo, trabalhadores que não sentem feliz dentro da empresa, que não sentem a sua utilidade na mesma, pois fazem um trabalho que não lhe traz um bom retorno e nem para a sociedade.
Outro exemplo foi de um bom ator, que não conseguindo trabalhar no teatro aventurou-se em uma empresa, deixando seu brilho artístico de lado para dedicar-se a algo que não lhe fazia feliz, trabalho repetitivo.
Em ambos os exemplos, os funcionários sentiam-se supérfluos, não conseguem ver o seu serviço como algo publico, pois precisam vender qualquer coisa a qualquer custo sem nenhuma preparação.
O estresse no trabalho vem se tornando uma doença comum na correria do dia a dia, principalmente nas grandes metrópoles e cabe ao psicólogos juntamente com as empresas procurar uma solução para esse problema.
Por fim, a conferência foi super válida nos agregou conhecimento e despertou-nos a vontade de pesquisar acerca do tema.
Até a próxima.
Tânia
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