quarta-feira, 18 de julho de 2012

Dicas de Leitura: As crônicas de Arthur

As Crônicas de Arthur de Bernard Cornwell é uma trilogia de livros sobre a lenda do Rei Arthur que mistura ficção histórica e mitologia.
Os livros foram publicados na seguinte ordem.
O Rei do Inverno;
O inimigo de Deus;
A Excalibur.
Estou no fim do segundo livro, achei uma ótima opção de leitura tanto para quem gosta de histórias de cavaleiros quanto para quem é fã das histórias do Rei Arthur. 
É considerado o trabalho mais notável de Cronwell e o mais complexo sobre o tema arthuriano.







Podemos chamar essa trilogia de fantástica, mágica, incrível? Na verdade faltam adjetivos no dicionário para descreve-la.

Update: 26/07/2012

Oito dias após fazer essa postagem eu terminei de ler a trilogia. Alias, terminei ontem de madrugada e voltei para continuar comentando sobre o livro.
O texto a seguir pode conter revelação sobre o enrendo, portando caso não tenha lido ainda pare por aqui.

 É quase impossível segurar a emoção quando Derfel narra a sua infância, quando Arthur surge pela primeira vez em batalha, quando Nimue sofre o abuso e a mutilação, com a morte de tristão e Isolda e de tantos outros... 
Tive pena de Nimue muitas vezes, até que essa pena foi se transformando em implicância e no fim do último livro já estava torcendo contra ela.  Também comecei a ter certa implicância com Guinevere, que até então era dada por uma rainha bondosa em todos os livros. O mesmo aconteceu com Lancelot, que era um cavalheiro que eu admirava. Porem, quando mais avançava na leitura mais meu desprezo ia aumentando por Lancelot, Guinevere, Nimue e Mordred.  
Guinevere mostrou-se uma pessoa traidora fútil. Lancelot um covarde e Nimue uma pessoa transtornada e má. Contudo, a redenção de Guinevere me fez ver porque desde criança ela sempre foi a "minha rainha", pela sua coragem e esperteza durante a batalha, e  mesmo da sua maneira ela sempre amou Arthur. E realmente acho que ela mereceu o perdão que dele recebeu...
Enquanto isso, a admiração pelo amor de Derfel e Ceinwyn aumentava. Sua devoção e fidelidade para com a mulher amada. Sofri junto com eles com a morte da Pequena Dian, depois com a morte de Seren, mas o ponto forte da história foi quando ele perdeu a mão para salva-la.
Merlim se mostrou um Druida astuto, o autor nos deixa essa opção em seus livros. Podemos escolher se queremos acreditar na magia ou na astucia dos druidas. Morgana, a imagem da mulher forte que apenas queria ser amada e ter uma companhia. Senti grande afeição por ela em todos os livros. Agora, o Bispo Sansum foi aquele personagem que você fica torcendo para não ter um final feliz, o que infelizmente não acontece.
O desprezível Mordred, na minha opinião viveu mais do que deveria. Não soube governar, alias nem era capaz de pensar por sí próprio, e a partir dele ocorreu a queda da Bretanha.
Infelizmente as coisas boas acabam logo, e foi com esse pensamento e com lágrimas nos olhos que encerrei essas leituras. Não gostaria que os livros tivessem seus fins, seria capaz de passar a vida lendo a continuação dessas histórias. Alias, acredito que Gaalad, Arthur, Guinevere e todos os outros que estavam naquela embarcação vivessem muito tempo. O Autor foi feliz nesse parte, nos remetendo a lenda que Arthur ainda dorme em Avalon...
E para encerrar esse nostálgico texto, ficamos com as últimas frases, da última página, do livro último livro: A Excalibur.

"É provável que Artur nunca tenha sido rei, pode até nem ter existido, mas apesar de todos os esforços dos historiadores para negarem a sua existência ele continua a ser, para milhões de pessoas de todo o mundo, aquilo que um copista lhe chamou no século XIV: Arturus Rex Quondam, Rexque Futurus Artur, o nosso Rei de Outrora e do Futuro."



Até a próxima.

Tânia











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